terça-feira, 31 de agosto de 2010

A insustentável leveza de Emilio

Bom, terminadas as férias, merecidas, há que actualizar.. Há que actualizar..

Confesso que em férias, o futebol, pouco ou nada me interessou.
O que me apetecia era mesmo desligar-me do nosso futebol, o que só não aconteceu no jogo de má memória de Sevilha, o único a que assisti nestes tempos de descanso.

O caso Queiroz, a vintena diária de jogadores associados ao Desportivo de Lisboa, ou Sporting como se chama intramuros, o último espernear da 'silly-season', enfim. Podia também falar das parangonas dos pasquins de lisboa a anunciar  'Hleb's ' todos os dias , mas que de tão 'Hlebzinhos' que são , já voaram para outras paragens.

Enfim. A parvoíce anual, que tem tendência a evoluir para níveis de demência, ano após ano.

As férias para mim, foram mesmo férias.

Posto isto, e porque me sento para escrever numa altura no mínimo surpreendente, vou opinar levemente, porque gostaria de continuar em férias a ter que encarar um ultraje deste tamanho. A transferência do jogador Custódio Castro para o clube de trás-morreira.

Para qualquer adepto de 'bola' , facilmente vê no jogador qualidades inegáveis. Nomeadamente a técnica, o toque de bola, a visão periférica de jogo, a facilidade de passe, o bom jogo aéreo, e , obviamente, vê no jogador o estatuto de internacional por Portugal.
Tendo o atleta 27 anos, conseguindo ultrapassar a malapata das lesões, pode tornar-se num caso sério no clube arsenalista. A ver vamos.

Emilio Macedo, que começou a temporada com Custódio, Flávio, Dinis, Moreno e João Alves, (5 trincos) resolveu juntamente com o treinador Manuel Machado , avançar para a contratação de mais um, Ostolazza  (?), eventualmente para precaver a esperada saída do sub-capitão Moreno.
Ora, entendendo eu que a presença de Flávio no plantel , não seria mais que figurativa, assim como por exemplo o foram os últimos anos de Pedro Emanuel no Porto ou mais recentemente de Nuno Gomes no Benfica, pressenti que este ano seria o ano da afirmação de Custódio. Mas não. Enganei-me.

Com a chegada de Cléber (ex Nacional) o espaço do médio internacional por Portugal ficou mais curto no Vitória. Entendeu assim Manuel Machado.

Bom, sabendo que este ano é o último de contrato do capitão Flávio, sabemos de antemão que na próxima temporada teremos forçosamente que ir ao mercado por um trinco.

Custódio foi dispensado por Machado, que preferirá, como se vê pelo fetiche por Meireles, um homem na posição 6 que seja um 'varredor', um futebolista que possa perfeitamente encaixar como 3º falso central quando a equipa não tem bola. Custódio é , efectivamente um jogador, á escala entenda-se, de 'tiki taka', bom de bola, que sai a jogar, enfim, características que enumerei á pouco. Um jogador de 'souplesse', fino, com grande categoria.
Emilio e seus pares, deviam precaver-se da eventualidade de Manuel Machado não estar aqui no próximo ano, o que espero honestamente que não aconteça, todavia , cautelas e caldos de galinha não fazem mal a ninguém, ademais que o jogador teria que forçosamente ter mercado, e na eventualidade de tranferência, a opção teria que ser por empréstimo. Sempre por empréstimo.
Na hora de na próxima temporada procurarmos um substituto de Flávio, com ou sem Machado, ninguém nos irá oferecer um jogador da categoria de Custódio. Disso não tenho a mínima dúvida.

Mais um péssimo serviço de gestão de Emilio, que quem sabe não estará a pedir desculpas no fim da temporada, ou numa assembleia destas.

Terá sido um negócio 'exigido' por Jorge Mendes?

Fica a pergunta.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Do meu Sofá.

No fim, o jogo é visto no global. Olhanense 0 Vitória 0. Durante 90 minutos,o jogo deveria passar por diferentes momentos. Não falo aqui dos momentos defesa-ataque-transições. Falo de tendências de jogo, colocação das equipas e seu estado mental. Uma boa equipa entende esses diferentes momentos e o Vitória não foi uma boa equipa. Para ganhar, o segredo residia em perceber o «seu momento» táctico-mental em que estava a mandar (o que aconteceu duas vezes durante breves minutos) no jogo.Quando o tal momento táctico-mental estava do lado do Vitória, isto é, a dez minutos do fim, o Vitória pouco ou nada fez. para alcançar a vitória. Nessa altura, saber reagir podia virar a tendência do jogo, o que, sem um guia, se revelou impossível. Foi um jogo de quase sempre saber esperar, entender que não era o momento de pensar com o coração. Tivessem os jogadores a obrigação e consciência que o jogo iria ter outros (ritmo, posição dos blocos, posse, etc) e, então, não deixariam fugir o seu momento que poderia ser de glória. Edgar falhou dois golos porque não acreditou que podiam acontecer daquela forma, partindo de dois cruzamentos. vindos do nada. Isto chama-se personalidade, ou falta dela. Uma postura que traduz identidade, a mesma identidade que o Vitória não teve. Mentalmente, nunca se desmoronou no jogo, mesmo no momento mais adverso em que o Olhanense estava por cima. Soube sobretudo, proteger-se. Machado jogou claramente para o empate, o que me transtorna. Preferia ter perdido e jogar de outra forma.
A táctica é fundamental na criação desta personalidade. Entrar táctico-mentalmente inteira. Esta reflexão aplica-se, sobretudo, às equipas teoricamente inferiores num jogo onde sabem que o normal é ele estar mais tempo no momento adversário. Só que, subitamente, o Olhanense viu-se favorito. Pensei nisso vendo como o a apatia dos jogadores com D. Afonso Henriques ao peito, sem reagir à medida que o jogo ia decorrendo. De início, parecia condenado a perder. Pode parecer paradoxal, mas foi o momento crucial para a equipa mostrar a sua personalidade. Manteve o controlo emocional, não tentou reagir ofensivamente. Percebeu que era momento de aguentar para não deixar fugir o muito que ainda faltava jogar e, assim, preservar a hipótese de, mais tarde, quando o seu momento no jogo surgisse, estar em condições do aproveitar. Foi o não aconteceu.
Parecia haver uma estranha certeza táctica do que estavam a fazer, os nossos meninos. Estávamos limitados, é certo, mas em todos os momentos do jogo nunca senti que poderíamos e deveríamos sair do Algarve com uma vitória. Resultado? Triste. Saí triste da frente do meu televisor. Da parte que me toca, sinto-me envergonhado com a exibição. O ponto? Sabe como o mel. Não foi Nilson o salvador, não me pareceu ter feito uma exibição deslumbrante, tendo, a par de Freire, conseguido ser dos melhores em campo. Quem salvou o nosso ponto foi uma total desinspiração dos homens de Olhão.

Olhanense 0-0 Vitória Crónica







Baralhar, partir e dar.
É assim que, sempre começa, o popular jogo de cartas conhecido por 'sueca'.Mandam as regras que, quando se tem um bom jogo de mão, o melhor é destrunfar os adversários, para que  depois os ases e biscas dos outros naipes consigam amealhar o máximo de tentos possíveis.Quando não se tem um bom jogo, espera-se que o parceiro o tenha.
Manuel Machado, não tinha, efectivamente, um bom 'jogo de mão'.
Com Douglas e Ricardo castigados, com Targino, Maranhão e William lesionados, e sem o ás de trunfo Bebé, a missão de regressar ao berço com os três pontos tornou-se complicada.
Sem um armador de jogo definido, Faouzi foi adaptado à posição 10,  sem um homem capaz de construir o jogo a partir do meio campo defensivo, Custódio foi preterido por Flávio, o que não se compreende, percebendo desde logo que, não havia quem armasse, construísse e pautasse as manobras ofensivas do jogo. Flávio funcionava como um terceiro central, praticamente empurrado para junto dos colegas Valdomiro e Leandro Freire, o que deixava vislumbrar um fosso entre linhas, e um João Alves muito transpirado. 
Manuel Machado, tentou , ao intervalo, rectificar o erro ,subtraindo um desamparado Pereirinha,  lançando Edson Sitta, um jogador com uma capacidade de passe e esclarecimento diferente do de João Alves. Este, um médio que voltou a ser mais esforçado que talentoso, mais voluntarioso que eficaz. Iniciando a segunda parte da contenda, no modelo preferido de Machado, 442 em losango.
Todavia, o treinador do Vitória, insistia em 'mandar biscas por baixo de ases', ao permitir que o internacional marroquino Faouzi, continuasse perdido em campo em correrias estéreis e inconsequentes, relegando o médio, e  actual numero 10 do plantel, Rui Miguel, para terceira escolha. Para um jogador  como o ex-pacence, não ter ajudado os colegas na noite de ontem, deverá com certeza fazer repensar o atleta na sua conduta, e , demonstrar ao mister, que, pode contar com ele. Desiderato que não conseguiu, nos jogos de preparação. Com a facilidade de remate que o 10 do Vitória tem, podia ter dado muito jeito aos colegas, se ontem tivesse entrado. Machado assim não entendeu.
Mesmo assim, e a jogar mal, Edgar podia ter desfeiteado Moretto em duas ocasiões, ambas de cabeça.
O avançado brasileiro 'Edgol' terá que rever a forma como executa os cabeceamentos, para tirar o melhor proveito da elevada estatura. Foram oportunidades claríssimas de golo, que evidentemente não se podem desperdiçar.

Nota para o  treinador vimaranense,que, baralhou os jogadores, partiu a equipa ao meio, e deu a Faquirá , uma chance de ouro para ficar com os três pontos.

Salvou-se Nilson.
Mais uma noite de gala do 'paredão'. nota 10.

Melhor e pior :

  










Nilson. 

Verdadeiramente inatacável. MVP do jogo, claramente.
Evitou com um punhado de defesas, aquilo que parecia ser inevitável.












Alex. 

Incrível o momento deplorável de forma deste jogador.
Depois  de uma temporada má, como foi a anterior, parece neste arranque de liga, estar pior.
Faltoso, viu-lhe ser perdoada a expulsão.
Devia pedir para não jogar.


Baby? No way!

Sir Alex é assim.
Autoritário, disciplinador, quase déspota, mas ao mesmo tempo , terno, um verdadeiro pai, ou tutor.

Bebé ou Tiago


O mister já decidiu.
Depois do jogador já aparecer hoje no treino com um novo visual, Fergie , ordenou também ao talentoso avançado português que escolhesse outro nome que não o conhecido 'Bebé'.
Ciente das etapas que o jogador terá que, invariavelmente, ultrapassar, o manager dos Red Devils, não perdeu muito tempo a aconselhar o jovem a acatar as suas decisões.
Tiago, Correia, ou Tiago Correia deverão ser as alternativas apresentadas ao craque que de três, uma terá que escolher.
Quanto ás belas  e compridas 'rastas' , Tiago, já com certeza 'chorou' a sua perda.
Alex Ferguson, Verdadeiro caça-talentos, sabe muito bem como lidar com a 'síndrome da vedetagem', 'doença' que afecta quase todos os jogadores. Assim, e com uma escola onde pontificaram Cristiano Ronaldo, Nani, Giggs, Scholes entre outros, é de prever que Tiago( Bebé) quando aparecer em campo, o faça com os processos de crescimento e maturação, bem , mas bem assinalados.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Minuto 93´ - Um golo de antologia.

Jesus tem muito trabalho pela frente.


Juninho Paraíba entrara momentos antes para queimar tempo na busca de segurar o precioso e merecido empate na Luz.
Jorge Costa sofria no banco da Académica. O Benfica atacava com oito jogadores. A Académica defendia com 9. "Seja o que deus quiser." terá pensado O Bicho, que podia ter retirado um extremo e colocado bem á portuguesa mais um central para lutar fisicamente contra a armada benfiquista nos momentos finais.

Mas eis o minuto 93´. Juninho Paraíba, junto à sua área, guarda a bola. Decide fintar o primeiro opositor, e com sucesso, corre, corre, corre, volta a fintar, corre e corre, sentindo que tem num minuto pode mostrar toda a sua qualidade. O brasileiro vê-se agora com duas opções depois de ter galgado terreno com a bola colada ao pé: abrir na esquerda e fugir pelo meio ou abrir para o meio onde o espaço de progressão era maior. Escolheu o meio, pensando na tabelinha. Laionel recebe, dá dois ou três passos de bola corrida, ele que sabe temporizar como poucos. Laionel, avançado, sabe onde está a baliza. Numa casa de apostas, ninguém apostaria num remate àquela distância, mas foi o que saiu do seu pé direito. Por isso a magia se chama magia.
Naquele momento, Laionel sabe que não tem nada a perder em rematar. Conhece-se tecnicamente, sabe que é capaz de rematar com idoneidade. Na baliza está um guarda-redes (e isso ele também tem noção) que devido ao muito que se tem falado, está um tanto ao quanto inseguro. Existiam assim mil e uma razões para encher o pé, explanar orgulho, o talento, a vontade e o querer. A bola, esse ser redondo e apaixonante, sobrevoou três quartos de um meio campo perante um atónito estádio da Luz/Sportv e começa a descer ligeiramente, tensa, com vontade de mudar a história.
Naquele momento, qualquer baliza é panteísta.
Aquela, se o futebol é arte, tinha que entrar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A polémica de 2010.

Todos os anos temos disto. Depois da descida do Boavista, da continuação do Belenenses, do recurso do Gil Vicente, do vai ou não vai à Europa do Porto... Eis que este ano temos Carlos Queiroz.

O seleccionador chamou várias personalidades para testemunhar a seu favor no caso dos insultos a Luís Horta e dessa lista só Luís Filipe Vieira não passou pela sede da FPF porque está no Brasil a tentar gastar mais uns milhões. De resto, a roda-viva de personalidades foi encabeçada por Sir Alex Ferguson, que viajou de propósito de Manchester até Lisboa. Pinto da Costa e Luís Figo foram os outros ilustres de um grupo que contemplava ainda o médico da selecção (Henrique Jones), elementos da equipa técnica (António Simões e Agostinho Oliveira) e amigos de Carlos Queiroz (Vítor Frade, professor da Faculdade Desporto do Porto, e Joaquim Barbosa, presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Vascular).

Como seria de esperar, Alex Ferguson não poupou nos elogios às qualidades humanas e técnicas do seleccionador. "O seu principal objectivo na vida é "des-envolver" e inspirar jovens jogadores. É um grande homem, com grande dignidade. Passou vários anos de sacrifício e teve seis anos fantásticos no Manchester United", explicou o técnico escocês.

A artilharia pesada veio mais tarde Pinto da Costa assumiu uma postura diferente diante dos jornalistas e, em vez dos elogios, não pôs limites aos ataques à forma como todo o processo foi conduzido. A palavra "ridículo" ouviu-se vezes sem conta para classificar um caso que, segundo o presidente do FC Porto, pretende "chamuscar e queimar" a imagem de Carlos Queiroz. O líder portista até contou um episódio da sua viagem até Lisboa para explicar a ideia: "Vim de carro do Porto e por sorte não vinha a conduzir. Senão até dava uma guinada no volante quando ouvi um jornalista [Jorge Baptista] que não conheço e que teve um problema com o actual seleccionador no aeroporto a dizer que o caso passado com ele era muito mais grave do que aquele em que o Scolari agrediu um jogador adversário em pleno jogo."

Além das testemunhas, que servem para comprovar o carácter do seleccionador, a defesa de Queiroz perante o Conselho de Disciplina será feita através de um documento apresentado pelos seus advogados. Segundo o "Record", o técnico assume nessas páginas a frase que motivou todo o processo - "Porque é que estes gajos não vão a esta hora fazer o controlo para a c... da mãe do Luís Horta?" -, embora a classifique como um "desabafo face à sua impotência e frustração por não conseguir evitar o acordar dos jogadores antes da hora."

Seja como for, o processo está longe do fim. Qualquer decisão do Conselho de Disciplina poderá ter recurso para o Conselho de Justiça. E o caso pode nem parar aí, já que não está em causa um processo desportivo - como aconteceu com a agressão de Scolari a Dragutinovic -, mas sim um incidente com uma figura ligada à Secretaria de Estado do Desporto.

Temos mais um caso. À Lusitana!

Made in Brasil

Uma antevisão do início de época. Um outro lado, um outro olhar.
Dezoito equipas. Sete mais fortes, é inequívoco. Das sete, já avançadas por Sem Abrigo, acrescente-se um sempre outsider que aparece. Falamos assim em oito. Um mero pormenor.
O que me preocupa é outra coisa. Numa análise minuciosa sobre o número de jogadores brasileiros a competir em Portugal, os números são astronomicamente assustadores, como são astronómicos o número de jogadores brasileiros contratados este ano. Será que é mais rentável aos pobres clubes portugueses andarem a financiar olheiros para descobrir mercenários do que pagar um bilhete que custa 5 euros para assistir a jogos das divisões secundárias onde todos sabemos que a qualidade abunda?

Naturalmente que, a maior parte, devido à estrutura em que estão inseridos, não conseguem aguentar a pressão de jogar num clube ao mais alto nível. Falta-lhes cultura táctica, preparação física e mental. No entanto, imaginando o cenário de um bom extremo (direito ou esquerdo), com recorte técnico e visão de jogo, que saiba dominar os conceitos básicos do que é o futebol de exploração de linhas, numa equipa já feita, poderá brilhar e crescer por custos mensais ridículos quando equiparados com os pseudo-craques brasileiros que todos os anos viajam para este lado do Atlântico.

É o caso de Diogo Salomão, um miúdo com jeito para a bola que o Sporting apostou e bem. Seria o caso de Bebé, que nem sequer nos deu tempo de deliciar com o seu futebol e já está num dos melhores clubes do mundo. Apostar num jogador português parece, para muitos clubes, um drama. Por outro lado, o caminho da inteligência diz-me que é a salvação.

Será que só o Made in Brasil, e digo Made in Brasil de terceiras e quartas divisões, ou Estaduais, é que é bom?

Hoje a redondinha saltará na relva a valer pontos. Pare e analise os plantéis de ambos. Sente-se no sofá e quantifique o número de jogadores brasileiros em campo. Houvessem bundas na bancada e diríamos, infelizmente e praticamente todas as semanas, que estamos numa colónia brasileira.


Dois raros exemplos de qualidade brasileira em Portugal.

Liga ZonSagres -Antevisão-



É hoje! Praticamente 3 meses depois da temporada 2009/10 ter encerrado, começa finalmente a bola a rolar nos relvados de Portugal.

Dezasseis equipas, um campeão, dois na 'champions league', três na liga europa (um deles via taça) e duas despromoções.

Porto, Benfica e Sporting assumem as despesas da luta pelo título.
Se Porto e Benfica parecem estar mais apetrechados , em quantidade e em qualidade, já o Sporting, apesar de assumir a candidatura ao título de campeão, não parece ter moldura humana de qualidade suficiente para atingir esse desiderato.
Os dois primeiros, Porto e benfica, compraram e venderam 'à lagardére' , se bem com algumas nuances a separarem os dois emblemas mais bem posicionados para vencerem o campeonato. O benfica mais vendedor, (esbanjador na posição de guarda-redes) , e o Porto comprador.. Pela certa.

Na luta por uma qualificação europeia, Braga surge como favorito a ficar no 4º lugar. O que poderá fazer tremer a equipa de Domingos, será a quantidade de jogos que irá fazer a meio da semana. Seja na 'Champions' ou na Liga Europa.
Depois, os todo-poderosos clubes insulares. Com meia-dúzia de sócios cada um, estes clubes, por força do governo regional de Alberto Jardim, vão tendo uma força extra para competir com os clubes de um espremido e esgotado continente.(Dê um euro para a madeira, basta arredondar)
Vitória de Guimarães surge como o anti-herói no meio desta luta por uma prova internacional.
Depois de ver sair jogadores como, Gustavo Lazaretti, Andrézinho, Desmarets, Nuno Assis e  Moreno, todos habituais titulares, e perder agora Bebé,depois da transferência sensacional para o Man Utd de Sir Alex Ferguson e Nani, é de prever que, com tantas caras novas a acabar de chegar, aumente o grau de dificuldade para os comandados de Manuel Machado.

Depois de Porto, Benfica, Sporting, Braga, Vitória, e os clubes da madeira, há uma verdadeira ilha a separar os demais.
Levando em linha de conta as equipas que por natureza são organizadinhas, passe o adjectivo, como por exemplo, o Paços de Ferreira , a U. Leiria, ou o Rio Ave, poderá haver uma ou outra intromissão por um lugar no primeiro terço da tabela.
Os demais, deverão entregar-se a uma luta pelo ponto, carregada de anti-jogo, de mau futebol, e de pronuncia brasileira nordestina.

A bem do futebol, que nesta liga versão 2010/11 , não se assiste a carradas de jogadores cedidos a título de empréstimo ao mesmo clube, como se verificou na edição anterior com o Olhanense a receber o que o Porto lhe interessou emprestar.

Finalmente, vai rolar a bola. Passes, fintas, golos, e claro.. Tabelinhas.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O Brasil nascido das cinzas.

Os santos dos Santos afinal fazem milagres.
O perfume do futebol brasileiro renasceu. A era musculada pós-Dunga começou.
Depois de uma longa e atabalhoada caminhada, o dia 10 de agosto de 2010 marca, talvez para sempre, o reencontro do futebol brasileiro com o seu ADN, a sua história e sua magia. Em apenas um mês, o futebol "Ultimate Fighting" da selecção de Dunga, deu lugar ao futebol "moleque" da selecção do pouco respeitado Mano.
Os meninos do Santos, tão pedidos por meio Brasil ao Sr.Dunga, que havia dito entre outras coisas que “nada mostraram nas selecções de base” ou que “tremeriam com a amarelinha vestida” ou “uma coisa é jogar no Santos, outra coisa é jogar na selecção”, além de outras barbaridades, só prova que quem é bom é bom em qualquer lado..
Paulo Henrique, o chamado Ganso, desfilou em campo como se estivesse a jogar para a claque, ou melhor, torcida do Vila Belmiro. Neymar, considerado por muitos o  melhor em campo, azucrinou e humilhou a defesa do Tio Sam. Foi dele o primeiro furar de redes, de cabeça, após um soberbo cruzamento de André Santos (que não tarda nada estará nas cogitações do Benfica, passe a ironia).Pato, o Alexandre, do Milan, desfez as dúvidas a passe Ramires.
Thiago Silva e David Luiz pareciam dois veteranos, que jogavam juntos há anos. É química, como se encontra tantas vezes no amor.
E um tal de Lucas Leiva? Jogou, desarmou a bola e não ceifou, literalmente, nenhum adversário…
Curioso notar que o único que parecia fora do seu mundo foi um nome já conhecido: Daniel Alves. Penso que vai melhorar, desde que exorcise “Dunga do corpo”.
Foi, para os amantes do futebol, delicioso ver o Brasil a jogar assim, a partir para cima do adversário, a driblar e envolver toda uma equipa, toda uma nação e todo um mundo amante do futebol. Ao ver o Mano Meneses ser focado dezenas de vezes pelas câmaras, lembrei-me do Romário. Romário, sim o baixinho, deve ter sofrido e pensado: era eu que deveria estar ali porque quero sentir o mesmo que sentiu Maradona.
Não tenho dúvidas em afirmar que que o Brasil vai festejar o Hexa em pleno Maracanã em 2014. O Brasil de Dunga seria vergado por uma derrota sem precedentes pelos novos meninos do Brasil.  Felipe Melo e Cia Lda, são já demasiado europeus para serem brasileiros.
Neymar. Ganso. Lucas Leiva. David Luiz. Sangue novo, futebol novo.

Ainda Bebé



Quem olhar para André Villas-boas, fácilmente chegará à conclusão que é um teórico. Se fizermos o mesmo exercício a Jorge Jesus, chegaremos à conclusão que é um treinador de trabalho minucioso, já Paulo Bento é um treinador de ideias fixas. Paulo Sérgio um disciplinador.  Manuel Machado será um camaleão táctico. E por aí fora...

Oceano Cruz, olhando para o percurso enquanto treinador de futebol, não parece ter nenhum dos predicados acima citados. Tem, isso sim, um tacho do tamanho de um cozinhado preparado para entrar no 'Guiness'.
Médio defensivo de raiz, musculado e de grande generosidade física de um lado, versus, fraca inteligência de jogo, pobre capacidade de passe, e movimentações em apenas 10 metros. Era um pouco assim, Oceano, nas quatro linhas. Se ainda hoje jogasse, e se houvesse também o malogrado 'Elifoot', o cabo-verdiano , seria considerado pela inteligência artificial do jogo como, médio sarrafeiro.

Indicado por Queiroz, que, fez chegar um verdadeiro trém-de-cozinha ao destino das selecções jovens da FPF , Oceano, tem surpreendido os mais atentos, pela sua mediocridade e falta de talento para liderar um naipe de jovens, que têm , invariavelmente, o selo de, 'novos-ricos'. Alguns, não têm sequer, o mínimo de classe congénita, para figurar entre as escolhas das esperanças de Portugal.
É aí que entra Bebé.
Depois de assistir a alguns jogos do Vitória maior do futebol português, percebi que este jovem, (chamado à equipa sub 20 mas nem sequer tirou o fato-de-treino) teria obrigatoriamente que figurar entre as escolhas principais da selecção 'youth' mais importante. Mas não.
Percebendo que, alegadamente, Carlos Queiroz, recomendou a , sir Alex Ferguson, que olhasse atentamente o miúdo, custa-me ainda mais a acreditar a não chamada de Bebé. E a especular, porquê que Queiroz, não o recomendou a Oceano.
Falta de comunicação? Interesses na federação? Empresários com exclusividade?
Seja lá o que for, teremos certamente, nos tempos vindouros, mares e mares de incompetência.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Novo Zidane.

Bebé no Manchester United.

                                                                 Bebé - o Craque.
Já está! A Tabelinha já tinha vaticinado!
Tiago Castro, ou melhor Bebé, era até há uns meses um ilustre desconhecido que actuava no Estrela da Amadora, relegado para as divisões secundárias, arrisca-se agora a ser um daqueles fenómenos futebolísticos raramente vistos pelo mundo fora. O extremo internacional sub-19 assinou um contrato válido por 5 temporadas com o Vitória que quis, desde logo, brindá-lo com uma invulgar cláusula de rescisão de 9 milhões de euros, uma atitude pouco vista para um jogador jovem contratado a divisões inferiores e que ninguém conhecia. A verdade é que desde aí não pararam de surgir notícias de potenciais interessados no jogador e ontem, o diário espanhol Marca colocou na primeira página (!) que o Real Madrid (!) e meia Europa (!) estava a seguir o extremo que ainda nem se estreou pelos vimaranenses. Uma história de loucos e um fenómeno no mercado... A Tabelinha já o tinha vaticinado à momentos atrás!
Palavras para quê? A cidade berço deixou partir o seu craque bebé: Bebé. Deixou, mas deixou a troco de quase nove milhões de euros. Uma ascensão meteórica de um jogador condenado ao estrelato.
O United já confirma. O olho da tabelinha começa a dar frutos.
http://www.manutd.com/default.sps?pagegid=%7BF9E570E6%2D407E%2D44BC%2D800F%2D4A3110258114%7D&newsid=6651318

O Profeta Paul.

Paul, o Profeta, para os leigos o mais conhecido polvo à face da Terra, voltou a atacar. Desta vez, debruçou-se sobre o que lhe pareceu o Mundial de Futebol na África do Sul. A título de respeito, compete-me transcrever os seus 10 Mandamentos.


1º Mandamento.
Na montra estratosférica do Mundial, nem Ronaldo, nem Messi, nem Kaká, nem Rooney. Todos eles ambicionavam, legitimamente, serem reis e senhores do mundo. Porém, nenhum trespassou o termómetro da banalidade cruel de uma época longa de alta competição. Pagaram o preço. Depois do descanso, certamente voltarão em grande, mas tarde demais. O nome não chega para se ser sempre o melhor. Xavi e Iniesta S.A foi o melhor jogador do Mundial. Não basta seres o melhor, tens que ser o melhor todos os dias. Sneijder também está de parabéns, assim como Diego Forlán.
2º Mandamento.
As vuvuzelas são um atentado à paz interior. Nunca queira fazer música se não sabe o que a música significa. África no seu melhor. Há que respeitar, mas respeito geralmente significa silêncio.
3ºMandamento.
As Larrissas. O futebol é bonito pelas cores, despidas é certo, das suas bancadas. Digo-o porque todos gostamos de adeptas fanáticas. Se fosse um fenómeno vulgar, os estádios estariam sempre cheios.
4ºMandamento.
Pepe, Deco e Liedson são profissionais a aplaudir. Quem os convocou, quem os deixou ser convocados, desconvocou a verdadeira alma lusitana. Cristiano Ronaldo jamais teria terminado um jogo se eu fosse o treinador. Como se explica a ausência de Nuno Assis e de João Moutinho? Como se explica que Ruben Amorim, que até nem ia para aquelas bandas, de repente chegasse e jogasse no primeiro desafio?
5ºMandamento.
O beijo de Casillas personifica a maior das purezas da alma humana. Se és feliz ou estás feliz, grita isso para o mundo. Um exemplo a seguir.
6ºMandamento.
A arbitragem foi simplesmente uma tragédia. Não fosse o interesse financeiro por detrás das nomeações criteriosas e eu acreditava que é pura incompetência humana. Eu sei do que falo e os mais inteligentes que me lêem também sabem do que é que eu estou a falar.
7ºMandamento.
Desde 1982 que a melhor equipa, e digo com o melhor futebol, não erguia a Taça de Ouro. A Espanha mereceu e foi, felizmente, contra a história. A Holanda? Mereceu ser vice.
8ºMandamento.
O futebol é bonito porque às vezes também consegue ser justo. A França foi espectacularmente despejada, para milhões de justiceiros em todo o mundo. Ninguém se esquece que foram apurados com a mão do deus Henry.
9ºMandamento.
Gostei do Gana e do Uruguai. Respeitei a Alemanha. Adorei a Holanda, mas definitivamente, apaixonei-me pela Espanha.
10ºMandamento.
Afinal, Maradona não é Deus. Se perguntassem ao mundo quem seria campeão após a primeira fase, metade diria que iria ser a Argentina de Maradona. Eu sabia que não. Só quem não viu os jogos com olhos de ver é que diria que os alvi-celeste comandados por um deus poderíam ser mais fortes do que alguns diabos à solta.

ADN chamado Porto.

O ADN da ideologia, cultura táctica, construção clara de jogo. Este é o novo Porto. Os intérpretes são praticamente os mesmos do ano passado, assusta porém pensar que com uma ou duas mudanças de peças no puzzle, uma equipa possa ser tão diferente. A bem da verdade, o Porto de Villas Boas (não é ele quem merece os parabéns) não é em nada diferente do Porto do malogrado Jesualdo Ferreira, saltando à vista no entanto, um novo velho nome/desejo/sonho de Pinto da Costa ( o grande mestre do futebol português): João Moutinho. Com ele numa equipa, o ritmo, a música é outra.

Varela, no mesmo lado de Álvaro Pereira, fazem uma lateral esquerda parecer uma verdadeira locomotiva. No lado direito, Hulk não defende mas ataca com uma força e magia inesgotável, tendo sempre as devidas compensações da raça e do querer quer de Fernando, quer de Raúl Meireles, quer de João Moutinho. Rúben Micael não será titular nesta equipa, por uma simples razão meramente casual: falta-lhe humildade. Meireles será claramente médio centro, tendo como pêndulo um homem chamado Fernando. Moutinho, esse, não é médio-centro, não é nada, sendo tudo. O vagabundo incansável que agora veste de azul.

Defensivamente, o Porto necessita de um lateral-direito e um central de classe mundial para se voltar a afirmar e, para mal do futebol em Portugal, voltar a estar anos consecutivos a vencer. Falcão é a ponta da lança, o homem da estocada final, do último tiro rumo ao extremínio que vai acontecer a muitas equipas que vão defrontar o FC Porto.

Hoje, para além do bom futebol, ganha quem está mentalmente preparado. A humildade, o suor e o querer são tão ou mais fortes do que a qualidade do futebol. O querer e a vontade ganham sempre as batalhas. E por isso, volto a repetir que infelizmente para o futebol português em geral, o Porto ganha mais do que os outros. O ADN está lá, enraizado. Qualquer treinador é campeão com Jorge Nuno Pinto da Costa. Odiado por uns, amado por outros, Pinto da Costa é diferente de tudo quanto passou por uma terra à beira-mar plantada, com o nome de Portugal.

Bebé, o improvavel galáctico



Olhando para a chamada de capa do conceituado jornal espanhol 'Marca' ,salta á primeira vista a camisola 'blanca' do recém chegado Ricardo Carvalho, porém, os mais atentos, descobrirão que o todo poderoso 'Real' está a seguir muito atentamente, o jovem jogador do Vitória Sport Clube, Bebé.

Tiago Correia, conhecido (mas pouco) no futebol como Bebé, saltou da 2ª divisão portuguesa, para o 'europeu' Vitória de Guimarães, em apenas um ano.
 Habituado a desafios, por ter crescido numa 'casa do gaiato', o jovem jogador afirmou quando chegou ao clube nortenho, que ia para jogar, que ia para ser um titular do clube, declarações que provocaram alguma desconfiança dos adeptos, mas que não tiraram a ambição ao rapaz.
Alto, 1,90m , esguio, 75 kg , deixam antever no futebolista predicados suficientes para chamar a atenção dos amantes do futebol. Fortíssimo no um-para-um , com uma facilidade estonteante de remate, e uma velocidade explosiva, Bebé, arrancou para a pré-temporada com a titularidade que nunca mais permitiu que a tirassem. 5 golos, um par de assistências, e nomeações para MVP da maioria  dos  encontros particulares,Bebé, acabou também por chamar á razão os olheiros,  representantes, e , emissários de clubes, apenas maiores financeiramente que o Vitória.

Apenas um mês e uma semana após a sua chegada ao centro de estágio Rosa Nautica, em Quiaios, o jovem de apenas 19 anos, (viria a completar 20 uma semana depois) , viu o seu contrato ser melhorado substancialmente, e a clausula de rescisão ser aumentada para valores a rondar os 9 milhões de euros (alegadamente). O Vitória apressou-se também em adquirir os restantes 30% do passe, que pertence na totalidade, ao clube do primeiro Rei de Portugal.
Bebé, vê assim o seu nome entrar para a restrita galeria de jogadores que o 'Real' tem em carteira para a temporada 2010/2011, como Ozil,Tevez, ou Maicon.
As noticias entretanto, alertam que a  transferência está a ser negociada e está iminente.

Bebé pode bem ser, o galáctico improvável.

Erros de Casting - A filosofia Roberto.

O que faz um clube que tem o guarda-redes (Quim) com a melhor média de golos sofridos no campeonato? Dispensa-o.
O que faz um clube com o dinheiro ganho com a venda de Di Maria e Ramires (ambos com contas estranhas e acabamos por não saber quem lucrou, o que também não nos interessa)?
O trio de ataque inflamado, JJ, LFV e RC decidiram e bem... bem mal, para gáudio de 4 milhões, porque os 6 sentiram-se terrivelmente indispostos também. Todavia, como acreditaram em Jesus, o Jorge, começam a acreditar que Jesus tem Judas (Roberto) dentro do campo.
Contratar um mais que declarado guarda-redes de um clube de média dimensão espanhol por 8,5 milhões de euros é um verdadeiro acto de gestão... danosa. Roberto pode até ter qualidades, digo-o e acredito que serão sobretudo qualidades humanas. Futebolísticas? É zero, o que não me deixa com pena, porque de todos, é o único que nesta história não tem culpa. O Eduardo foi embora por metade, o Nilson custaria um milhão. Convenhamos que Jara custou 5 milhões e não vem fazer mais que os outros, Gaitan vem para ser suplente do Aimar por 8,5 milhões, Rodrigo custou 5 milhões para ser emprestado... E Laterais? Alas? Não é preciso? É porque o Peixoto realmente é demasiado bom e o país inteiro é cego e porque o Carlos Martins é um verdadeiro box-to-box só que ninguém entende isso...
São casos de verdadeiro e inequívoco FLOP de casting, de milhões gastos e de "Robertos". Digo isto porque, na realidade, o campeonato ainda não começou e o SL Benfica já sabe que o perdeu... Afinal, o Roberto são todos aqueles que planearam mal esta época. Repito, para felicidade de muitos.