sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Made in Brasil

Uma antevisão do início de época. Um outro lado, um outro olhar.
Dezoito equipas. Sete mais fortes, é inequívoco. Das sete, já avançadas por Sem Abrigo, acrescente-se um sempre outsider que aparece. Falamos assim em oito. Um mero pormenor.
O que me preocupa é outra coisa. Numa análise minuciosa sobre o número de jogadores brasileiros a competir em Portugal, os números são astronomicamente assustadores, como são astronómicos o número de jogadores brasileiros contratados este ano. Será que é mais rentável aos pobres clubes portugueses andarem a financiar olheiros para descobrir mercenários do que pagar um bilhete que custa 5 euros para assistir a jogos das divisões secundárias onde todos sabemos que a qualidade abunda?

Naturalmente que, a maior parte, devido à estrutura em que estão inseridos, não conseguem aguentar a pressão de jogar num clube ao mais alto nível. Falta-lhes cultura táctica, preparação física e mental. No entanto, imaginando o cenário de um bom extremo (direito ou esquerdo), com recorte técnico e visão de jogo, que saiba dominar os conceitos básicos do que é o futebol de exploração de linhas, numa equipa já feita, poderá brilhar e crescer por custos mensais ridículos quando equiparados com os pseudo-craques brasileiros que todos os anos viajam para este lado do Atlântico.

É o caso de Diogo Salomão, um miúdo com jeito para a bola que o Sporting apostou e bem. Seria o caso de Bebé, que nem sequer nos deu tempo de deliciar com o seu futebol e já está num dos melhores clubes do mundo. Apostar num jogador português parece, para muitos clubes, um drama. Por outro lado, o caminho da inteligência diz-me que é a salvação.

Será que só o Made in Brasil, e digo Made in Brasil de terceiras e quartas divisões, ou Estaduais, é que é bom?

Hoje a redondinha saltará na relva a valer pontos. Pare e analise os plantéis de ambos. Sente-se no sofá e quantifique o número de jogadores brasileiros em campo. Houvessem bundas na bancada e diríamos, infelizmente e praticamente todas as semanas, que estamos numa colónia brasileira.


Dois raros exemplos de qualidade brasileira em Portugal.

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